Sobre

Três ingressos antigos do Walt Disney World sobre fundo claro, um deles um passe de quatro dias de 1995 com foto de identificação

Sou Gustavo Peres. Moro em Winter Garden, Flórida, a vinte minutos do Magic Kingdom, há quatro anos.

Minha primeira viagem à Disney foi em dezembro de 1993. Eu era adolescente. A gente usava mapa de papel e marcava com um X as atrações já visitadas.

A primeira viagem da Alê, minha esposa, foi em julho de 1997. A gente ainda não se conhecia.

Antes de nos mudarmos para cá, fizemos juntos mais de quinze viagens à Disney. Depois da mudança, como Annual Passholders, passamos de cem visitas em quatro anos.

Isso muda o que dá para escrever. Não é a memória de uma viagem — é a mesma atração vista em janeiro e em julho, o mesmo restaurante testado em três temporadas diferentes, o preço do mesmo ingresso acompanhado ao longo de meses.

Trabalho com finanças há mais de vinte anos, e isso aparece no texto. Eu faço a conta antes de recomendar e estabeleço um critério antes de julgar se algo vale a pena. Se um hotel fora do complexo economiza treze dólares na sua viagem, eu digo. Se não economiza nada, também digo.

A família escreve junto

Este blog não é meu sozinho.

A Alê participa de dentro do parque. Ela grava o que percebe na hora — o que mudou desde a última vez, o que ela evitaria, o que funcionava quando os filhos eram pequenos e não funciona mais. A perspectiva dela sobre os shows, sobre o safari e sobre o que é confortável com criança é diferente da minha, e aparece com as palavras dela, não com as minhas.

O Artur, 13 anos, e a Manu, 11, entram quando têm algo que eu não tenho. Eles cresceram indo aos parques, e a relação deles com as atrações mudou junto com a idade — o que dava medo aos sete anos virou favorito aos dez. Isso é informação útil para quem está levando criança e não sabe o que esperar.

Nenhum de nós aparece em foto.

O nome do blog foi ideia da Manu. Eu tinha pensado em umas cinco opções, nenhuma boa, e ela sugeriu “vivendo a magia” numa conversa de carro voltando do parque. Ajustei para “na” porque descreve melhor o que a gente faz aqui.